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COACH INTERNO OU EXTERNO: FATORES QUE INFLUENCIAM NA HORA DA ESCOLHA.

 

Strumpf (2002 apud JONES et al., 2016, p. 21) sugere que a escolha de usar um coach interno (funcionário da organização) ou coach externo (profissional contratado pela organização como prestador de serviço) depende de uma série de fatores. Esses fatores incluem um viés cultural e prontidão, já que algumas organizações preferem usar soluções “caseiras” versus as geradas por consultores externos.

O coaching executivo envolve um executivo, seu coach e seu contexto de atuação. Os coaches internos, funcionários da organização, são treinados e desempenham as mesmas atribuições de um coach externo. Seus defensores postulam que uma das principais vantagens do coach interno é a maior e melhor compreensão da cultura e do clima da organização. O que pode ser bastante útil no momento de definir os objetivos do coachee (JONES et al., 2016).

Porém, estudos que defendem o engajar de coaches externos acreditam que a compreensão da cultura não é uma vantagem exclusiva do coach interno, ou seja, as organizações podem mitigar o que a principio seria uma desvantagem desse profissional. Para isso, tais organizações devem assegurar que o coach externo receba informações completas sobre o contexto organizacional. Tal processo de familiarização pode permitir que, assim como os coaches internos, os coaches externos tenham a mesma ampla compreensão do contexto organizacional (JONES et al., 2016).

Além disso, os coaches externos, como postulam seus defensores, possuem uma experiência mais ampla e diversificada em coaching executivo, já que atendem diversos tipos de organizações e possuem mais horas de prática. Outro ponto a “favor” do coach externos estaria relacionado ao fato de que o processo de coaching executivo, geralmente, é pago pela organização.

Nesses casos, como o coach externo não é subordinado de alguém e não possui coachees subordinados a ele, pode existir uma maior independência ou imparcialidade. Tal independência pode, em alguns casos, possibilitar ao coach externo oferecer feedbacks à alta liderança da organização, algo que um coach interno nem sempre pode fazer.

Outro ponto a favor do coach externo, nos casos onde o serviço de coaching executivo é pago pela organização, diz respeito à garantia da confidencialidade. Como o coach externo não está envolvido no dia a dia da empresa, ele é considerado imparcial. Sendo inclusive capaz de apoiar o coachee a dar um passo para trás e observar a situação com novos olhos, sem julgamentos.

Em síntese, embora exista certa tendência à escolha por um profissional externo a organização, não há consenso na literatura acadêmica, sobre o uso de coach interno e/ou coach externo (VIDAL‐SALAZAR et al., 2012). Dito isto, cabe à organização e ao coachee escolher a solução que lhes pareça mais adequada. Inclusive, havendo a possibilidade de coaches externos e internos trabalharem juntos em pró de uma mesma organização.

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